sábado, 30 de janeiro de 2016

Hemisfério Sul x Hemisfério Norte

Os oito grandes sabbaths representam os oito "meses" da cultura celta que eram quase todos definidos pelas datas de plantio e colheita. São separados em quatro grandes sabbaths (samhain, imbolc, beltane e lammas) e quatro menores (yule, ostara, litha e mabon). Pelo ciclo da natureza diferenciado nos hemisférios, esse ciclo de sabbaths foi adequado ao hemisfério sul, porém para essa adaptação foram mudados todos os sabbaths. O detalhe é que apesar de 7 das comemorações representarem as datas agrícolas, uma tinha uma data específica: o ano novo celta, que é a primeira lua cheia a partir de outubro, aonde se dava o festival dos mortos (nosso atual dia de finados: 28/10 a 2/11 - porém, nesta adaptação da roda norte para a roda sul, samhain passou a ser dia 30 de Abril, e aí está a incoerência) ou samhain, diferentes dos outros sete, que coexiste no mesmo dia na roda norte e na roda sul (por que dias não mudam em hemisférios diferentes).

O festival dos mortos era celebrado nos dias que antecedem a última lua cheia do ano. Durante esses cinco dias acreditava-se que o véu que separa os dois mundo ficava mais fino, o que permitia que os mortos voltassem ao mundo dos vivos, por isso era comum os antigos ascenderem lanternas ou fogueiras para guiar os mortos e usar peles de animais, assim como se pintar e cobrir as casas com sangue de ovelha, para assustar os espíritos "ruins".

A bruxaria, wicca e paganismo em geral estão associados aos ciclos da natureza. Os latinos deveriam adaptar seus rituais ao ambiente a que vivem. Porém, essas considerações vão além da velha discussão dos sabbaths entre rodar a roda sul ou roda norte. Aqui no Brasil, quando nos voltamos para o norte onde está a linha do equador, nos referimos ao calor (fogo) e o sul seria a direção da terra; o Sol nasce no leste (elemento ar) e se põe no oeste (água).
E o fato de estarmos de baixo da linha do Equador também interfere como deveríamos traçar o círculo. Para traçar um círculo que esteja em concordância com o movimento do Sol (deosil), precisamos seguir em sentido anti-horário. Por essa razão, no hemisfério sul, traçamos um circulo widdershins (ao contrário do Sol) seguindo o sentido horário. Aqui o sol nasce no leste, transita no céu pelo norte e se põe no oeste. Para sermos coerentes, nossos pentagramas de banimento e evocação também tem de ser traçados na direção inversa do hemisfério norte. Depois que se inverte as direções dos elementos fica incoerente traçar o círculo na direção horária.
Porém, alguns latinos não pensam pela lógica. Acreditam que vai da intenção que você coloca energeticamente, e que isso é a base de tudo. Mesmo que não esteja de acordo com o Sol, quando quando o círculo é feito e desfeito. Se você realmente acredita que está expulsando, então está. Mas as posições elementais são considerações que devem ser levadas em conta, aliás, os antigos do hemisfério norte desenvolveram essas práticas justamente observando a natureza.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

A Deusa Mawu

O povo havaiano Ewe-Fon acredita que o Ser Supremo Mawu criou a terra e os seres vivos e gerou os voduns, divindades que a secundariam no comando do Universo. Ela é associada a Lissá, que é masculino, e também co-responsável pela Criação, e os voduns são filhos e descendentes de ambos. Mawu representa o Leste, a noite , a Lua, a terra e o subterrâneo.
Em seu primeiro parto, Mawu e Lissá geraram os gêmeos Sakpatá: Da Zodji e Nyohwe Ananu. Depois gerou , que era macho e fêmea ao mesmo tempo. No seu terceiro parto, geraram o casal de gêmeos Agbê e Naeté. Na sua quarta concepção veio Agué e na quinta veio Gu, que eram machos. Na sexta veio simplesmente Djó, a atmosfera, que não tinha gênero definido e em sétimo veio seu caçula Legba.
Depois de criar o Mundo, Mawu deu seu domínio aos gêmeos Sakpatá. Sô, muito parecido com seu pai, permaneceu no Céu, governando os elementos e o clima. A Agbê e Naeté foi concedido o domínio do mar, que refresca a terra. Agué foi encarregado das plantas e dos animais que habitam a terra e a Gu, que tinha o corpo feito de pedra e uma lâmina no lugar da cabeça, foi concedida a habilidade de auxiliar os homens a dominar o mundo criado e garantir seu sucesso e felicidade em suas cidades, artefatos e tecnologias. Djó foi responsável por separar o Céu da Terra e dar trajes de invisibilidade a seus irmãos. O caçula mimado Legba permaneceu junto de Mawu, acocorado a seus pés. A cada vodun filho seu, Mawu ensinou uma língua diferente, que deveria ser usada em seus próprios domínios e Djó ficou encarregado de ensinar a linguagem dos homens, mas todos se esqueceram como falar a linguagem de Mawu, com exceção de Legba, que nunca se separou de seu genitor. Assim, todos os voduns e toda a humanidade teria que recorrer a Legba para se comunicar com Mawu. Legba passou assim, a estar em toda parte, para levar e trazer mensagens dos seres criados ao seu Criador.
Dan Ayìdo Hwedo, que havia auxiliado Mawu na criação no Mundo, não suportava o calor do sol e foi concedido que ele fosse morar no mar para se refrescar, circundando a terra, enquanto era alimentado com barras de ferro por macacos vermelhos enviados por Mawu, para evitar que mordesse a própria cauda e destruísse toda a Criação.
Mawu é representada como uma anciã, trajada apenas de um pano cingindo-lhe a cintura, caminhando apoiada num cajado na mão direita e levando um bastão encimado por uma lua crescente com as pontas para cima, na mão esquerda.


Mawu possui seus próprios conventos pelo sul do Benin e do Togo, com culto organizado, sacerdotes, iniciados, etc., como qualquer outro vodun. Lissá está também ali presente, assim como o "problemático" Aguê. Os mawunon (sacerdotes de Mawu), apesar da aparente importância da divindade que cultuam, não têm nenhuma ascendência especial sobre os sacerdotes de outros voduns. Suas cores emblemáticas são o branco, o azul e o vermelho.

CELEBRAÇÃO DE MAWU - 22 de Janeiro: perto de uma árvore, faça uma oferenda de cereais, pão, flores ou frutas à Grande Mãe. Peça-lhe que abençoe sua vida com saúde, fartura, realizações e harmonia. Abrace a árvore e sinta-se protegida, abençoada e amada pela própria Mãe Divina. Modele, depois, com argila um símbolo ou uma representação da Mãe Criadora da vida e de todas suas manifestações.

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Meditação Musical Divina: Poder

Essa meditação te ajudará a acordar seu poder interno. Se você for interrompido, reinicie toda a meditação.

  • Todas as invocações e mantras criados por você, se forem escolhidas as palavras corretamente, terão mais poder do que as palavras criadas por outras pessoas. Então, sinta-se livre para alterar as falas para invocações e mantras para palavras de seu agrado. Apenas certifique-se de manter a coerência;
  • Faça esta meditação na primeira noite de alguma Lua Cheia;
  • Coloque alguma música relacionada a sua divindade;
  • Vá ao ar livre, na terra, e deixe um espaço ao seu redor. Agora, perto de você, coloque seus cristais, suas velas brancas, seu cálice com água e alguma planta;
  • Fique na sua posição meditativa como você costuma fazer e relaxe.
Ouça a música e concentre-se. Deixe fluir. Agora, visualize sua divindade e mantenha isso em mente. Visualize a divindade e a música e invoque carinhosamente pela força do poder que você precisa. Fale ritmadamente, por exemplo:

“Poder dentro de mim, acorde!
Poder da [nome da sua divindade], acorde!
Sou pura energia!
Invoco o meu poder!”

Agora, crie um mantra para chamar seu poder. Repita mentalmente, por exemplo, "poder, acorde" até que as palavras pareçam perder o sentido. Crie um ritmo para a repetição. Agora, visualize seu corpo aumentar de tamanho e a brilhar. Junto com você, sua divindade também aumenta de tamanho e conecta-se com você em uma luz (a cor da luz deve ser também relacionada a sua divindade). Mantenha essa visualização o quanto puder.
Quando terminar sua meditação, silencie a mente aos poucos. Volte sua atenção a música e ao ambiente onde está. Abra os olhos.
Agradeça a sua divindade do jeito que você costuma fazer. Para completar, banqueteie-se e brinde (para facilitar, uma dica é fazer esta meditação antes do jantar).

domingo, 10 de janeiro de 2016

Magia Draconiana: Introdução

Tiamat, A Deusa Dracena


Tiamat é uma deusa das mitologias sumérica e babilônica associada ao oceano, tendo sua parte masculina em Apsu, associado a água doce. Tiamat é descrita como uma serpente marinha ou um dragão: contém, uma cauda (rabo), coxas, orgãos sexuais, abdômen, tórax, pescoço e cabeça, olhos, narinas, boca e lábios. E por dentro coração, artérias e sangue. Tiamat deu à luz dragões, serpentes e uma grande lista de monstros como homens escorpiões, sereias, e criaturas aquáticas.
Tiamat era adorada como a mãe dos elementos, e foi responsável pela criação de tudo que existe. Os deuses eram seus filhos, netos e bisnetos.
  • Sua Mitologia
O Deus Ea acreditava que Apsu se elevou, com o caos que eles criaram, e estavam planejando assassinar os deuses mais novos; e então Ea o matou. Isso enraiveceu Kingu - filho de Tiamat e Apsu - o qual reportou o fato a Tiamat, que criou mais monstros para batalhar contra os deuses. Tiamat possuía as Tábuas do Destino e na batalha decisiva ela as deu a Kingu, o qual era seu filho e líder dos exércitos de Tiamat. Os deuses ficaram desesperados, mas Marduque, filho de Eä, fez uma promessa de que seria reverenciado como "Rei dos Deuses". Ele batalhou contra Tiamat, armado com flechas do Vento, uma rede, um cajado e sua Lança Invencível. E o senhor prevaleceu sobre o corpo machucado de Tiamat e com seu cruel cajado esmagou sua cabeça. Ele cortou as veias por onde passavam seu sangue, cortando Tiamat ao meio, fazendo de seu tórax o vácuo entre o céu e a terra. Seus olhos de lágrimas se tornaram a fonte dos rios e oceano.
Com a permissão dos outros deuses, eles tomaram as Tábuas do Destino de Kingu, instalando-se como o cabeça do Templo Babilônico. Kingu foi capturado e posteriormente assassinado, e seu sangue vermelho foi misturado com a terra vermelha criada do corpo de Tiamat, para então formar o corpo da humanidade.
Tiamat, a Deusa Dragão do Caos e das Trevas, é combatida por Marduque, deus da Justiça e da Luz. Isto indica a mudança do matriarcado para o patriarcado que obviamente ocorreu.

Os Dragões

Dragões (do grego, "grandes serpentes") são criaturas representadas como animais de grandes dimensões, de aspecto reptiliano, semelhantes a imensos lagartos ou serpentes, com asas, poderes mágicos e hálito de fogo. Podem ser fontes sobrenaturais de sabedoria e força, ou simplesmente feras destruidoras. É comum também que sejam responsáveis por diversas tarefas míticas, como a sustentação do mundo ou o controle de fenômenos climáticos.
Acredita-se que possam ter surgido da observação pelos povos antigos de fósseis de dinossauros e outras grandes criaturas, como baleias, crocodilos ou rinocerontes, tomados por eles como ossos de dragões. Tais dragões provavelmente eram reverenciados como deuses, responsáveis pela criação do mundo, e eram vistos de forma positiva pelo povo.

Pintura rupestre

Os dragões ainda são muito associados ao satanismo e às coisas ruins e ao medo, e sofreram muita difamação durante mais de 2000 anos, erroneamente. Dizer hoje em dia "gostaria de trabalhar com dragões" não seremos olhados com olhares amigáveis.
Ao fazer amizade com um dragão, podemos ter amizade com este durante mais de uma vida; alguns afirmam ser eternamente. Se você tem interesse na magia draconiana, há chances de você já ter uma amizade como esta, que está se despertando nesta vida. Como é uma amizade muito valiosa, é difícil de obtê-la. Os dragões são exigentes e rígidos. São eles que escolhem se você é bem-vindo ao mundo deles, mas uma vez dentro, a recompensa é satisfatória. A relação entre o dragão e você é como mestre e aprendiz, eles estão aqui para nos passar mensagens. Quanto mais ele te faz compreender, mais ele se satisfaz.
Todos tem um dragão guardião, mas algumas pessoas têm mais dragões ao redor. Eles podem aparecer em sonhos também, em uma viagem astral que te leva ao segundo plano, onde eles habitam, se assim for da vontade deles.
Ventania, cheiro de flores, ouvir vozes são sinais claros da presença de dragões, junto da sua intuição. Eles também podem te dar presentes que você nem esperava. São ótimos protetores também; eles ficarão hostis quando você está próximo de perigo, mas eles não podem te impedir de receber seu karma. Quando o mago entra no mundo da magia negra, leva o dragão junto, e este, por sua vez, também trabalhará com as energias malignas.
A energia dos dragões são muito elevadas e sutis, e quando você se sintoniza a esta energia, atrai ela à sua vida.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Janeiro, Lua da Bênção

Janeiro é o mês da renovação. Está carregado deste energia renovadora devido a virada de ano, onde milhares de pessoas estão com desejo de algo novo e evolução. Se você precisa de um recomeço, mudança, agora é a hora de aproveitar esses novos ares:
  • Doe tudo que não usa mais;
  • Presenteie aqueles que precisam;
  • Acabe com todo mal hábito possível;
  • Renove seu cardápio por alimentos saudáveis;
  • Faça mais coisas bruxescas na sua rotina;
  • Reconsagre seus instrumentos e amuletos
  • Limpe e organize seu altar;
  • Faça uma nova atividade;
  • Escreva sobre as coisas boas que aconteceram à você ano passado
  • Compre algo material novo de seu agrado;
  • Se as condições financeiras permitirem, reforme sua casa;
  • Aprenda algo novo;
  • Abandone tudo o que te faz mal;
  • Dê uma chance às novas experiências.
Feitiços

  • Para Renovação

Ingredientes:

— 1 fita (de qualquer material, menos plástico) lilás
— 1 fita (de qualquer material, menos plástico) azul
— 1 fita (de qualquer material, menos plástico) vermelho

Faça um ponto com essas fitas onde fiquem bem amarrada e trançe-as, pedindo renovação e especificando onde quer renovação. Enquanto faz essa trança, passe óleos de canela, madressilva e de flores nela, para atrair as boas energias da renovação. Quando terminar de trançar, pode cessar a visualização. Guarde  essa trança para um local onde você veja sempre. Queime-a assim que conseguir a renovação que pediu e agradeça, fazendo-a virar cinzas. Jogue os restos no lixo.

  • Para Comunicação
Recolha água da chuva (aquela que não bateu em nada, nem telhados, nem árvores, nem nada) e beba dela. Faça alguma comida que precise de bastante molho com ela.

  • Para Limpeza e Proteção
Colha musgo e deixe secar ao sol. Ao final do dia amasse-o junto de cascas de pão. O musgo tem propriedades de proteção e o pão é símbolo de união e força. Acenda um incenso de lavanda e passe por toda a casa. Depois pegue esse musgo + casca de pão que você amassou bem e separe em montinhos (sim, é bem pouquinho). Faça o mesmo tanto de montinhos que tiver de cômodos na sua casa, exceto banheiro e cozinha. Depois faça pacotinhos desses montinhos com pano preto e adicione arroz por último, cerca de 1 colher de sopa. Jogue fora ao final do mês.
  • Para Intuição

Encha seu caldeirão até a metade de água mais 3 gotas de essência de sândalo. Em seguida sente-se de frente ao caldeirão e acenda uma vela lilás. Coloque a vela atrás do caldeirão, da seguinte forma:

…..(Você)…..
…(Caldeirão)…
..(Vela Lilás)..

Concentre-se na água, nas imagens que você vai ver e anote tudo mentalmente. Não olhe para a vela de forma alguma e deixe sua luz mexer com seu inconsciente. Depois de certo tempo, você vai ficar terrivelmente impaciente, quando isso acontecer, apague a vela e continue outra hora. Agora anote tudo em algum lugar onde você costuma anotar seus exercícios mágicos. Com o tempo perceberá imagens e vozes interiores enquanto encara o caldeirão.