sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Alquimia

Aristóteles, filósofo grego, propôs uma ideia sobre a composição da matéria. Para ele, a matéria seria composta por um elemento celeste primordial, que denominou éter, constituído por quatro elementos fundamentais - água, fogo, terra e ar, úmido, quente, seco e frio, respectivamente. A ideia de Aristóteles prevaleceu por muito tempo.


Na China, pensava-se em cinco elementos: metal, madeira, água, ar, fogo, terra. Na Índia, eram considerados nove: água, ar, terra, fogo, éter, tempo, espaço, alma e sensações.
No início da Era Cristã, surgiu a alquimia, com base na escola de Alexandria. Tratava-se de um conjunto de práticas e conhecimentos empíricos profundamente impregnados de alegorias, segredos, superstições e magia. Os alquimistas eram os mestres de uma tradição hermética e acreditavam que forças naturais, quando corretamente invocadas, influenciavam nas transformações da matéria.

Os alquimistas se ocupavam em encontrar o Elixir da Longa Vida (uma substância capaz de curar todas as doenças e de conferir vida eterna ao ser humano) e um método para transformar metais, como estanho, chumbo, cobre, mercúrio em ouro, o mais perfeito dos materiais, que ocorreria com a utilização do elemento agente transmutador conhecido como Pedra Filosofal.


Os alquimistas eram "patrocinados" pelos nobres, e eram deles que retiravam o recurso necessário para as práticas mágicas da época.
Saint Germain descobriu a pedra filosofal e não envelheceu depois dos 30 anos, e dava pedras preciosas como presente para as pessoas.

A bruxaria é uma forma de Alquimia Interior. No nível mundano, a Alquimia acontece o tempo todo. Se estamos tristes e subitamente vemos ou ouvimos algo que nos faz sorrir e sentir alegria, isso é Alquimia. Alguma coisa mudou. Se, ao começarmos a praticar a Alquimia, pudermos realizar mudanças aparentemente simples no nosso estado emocional, será porque estamos no caminho certo. O que deve ser evitado é uma mudança radical e súbita, que geralmente indica um sério desiquilíbrio.

Produção da Pedra Filosofal

Existiam quatro estados da matéria para a obtenção da Pedra Filosofal. Nesses estágios, a matéria vai mudando de cor: uma massa enegrecida passa para a esbranquiçada, depois amarelada e, por fim, avermelhada. A observação dessas cores era muito importante para saber se sua obra estava evoluindo de maneira correta.

Quadratura do círculo: um glifo alquímico relacionado com a Pedra Filosofal.
  1. Nigredo (escuro, do latim): todos os ingredientes tinham de ser preparados até virarem uma matéria preta, por meio do calor ou do fogo;
  2. Albado (branco, do latim): estágio em que a substância é purificada;
  3. Citrinitas (amarelo, do latim): estágio em que a substância é despertada e se opera a transmutação dos metais;
  4. Rubedo (vermelho, do latim): estágio final em que se produz a pedra filosofal.
Elementos e Símbolos

Tabela alquímica de Basil Valentine, 1670 a.C.
  • As Três Bases
Enxofre, o princípio vital, anônimo e inconsciente:
Mercúrio, a alma e a consciência:
Sal, o corpo, o sólido, a matéria em seu sentido próprio:
  • Os Quatro Elementos
Fogo, quente e seco:
Água, fria e úmida:
Ar, quente e úmido:
Terra, fria e seca:
  • Os Sete Metais Planetários
Ouro representado como o Sol ☉ ou ☼ ou 
Prata representada como a Lua 
Cobre representado como Vênus ♀ ou 
Ferro representado como Marte 
Estanho representado como Júpiter
Mercúrio representado como Mercúrio
Chumbo representado como Saturno 

Os planetas Urano, Netuno e o planeta anão Plutão foram descobertos recentemente e não fazem parte de símbolos alquímicos tradicionais. Alguns alquimistas modernos consideram apropriados os símbolos destes planetas para representar os metais radioativos urânio, neptúnio e plutônio.
  • Elementos Comuns
Antimônio 
Arsênio
Bismuto
Magnésio ⊛
Platina ☾ ou ☉
Rocha
Enxofre  ou
  • Componentes alquímicos
Cinábrio
  • Os 12 Processos Alquímicos Básicos // Metais dos Signos Zodiacais
Os 12 processos alquímicos básicos se consideram a base dos processos químicos modernos. Cada um desses processos são representados por um dos 12 signos zodiacais.

Decomposição mediante calcinação (Aries )
Decomposição mediante incineração (Leão )
Decomposição mediante putrefação (Capricórnio )
Modificação mediante congelação (Touro )
Modificação mediante fixação (Gêmeos )
Modificação mediante criação (Sagitário )
Separação mediante destilação (Virgem )
Separação mediante sublimação (Libra
Separação mediante filtração (Escorpião )
União mediante dissolução (Câncer )
União mediante multiplicação (Aquário )
União mediante de projeção (Peixes )

sábado, 30 de janeiro de 2016

Hemisfério Sul x Hemisfério Norte

Os oito grandes sabbaths representam os oito "meses" da cultura celta que eram quase todos definidos pelas datas de plantio e colheita. São separados em quatro grandes sabbaths (samhain, imbolc, beltane e lammas) e quatro menores (yule, ostara, litha e mabon). Pelo ciclo da natureza diferenciado nos hemisférios, esse ciclo de sabbaths foi adequado ao hemisfério sul, porém para essa adaptação foram mudados todos os sabbaths. O detalhe é que apesar de 7 das comemorações representarem as datas agrícolas, uma tinha uma data específica: o ano novo celta, que é a primeira lua cheia a partir de outubro, aonde se dava o festival dos mortos (nosso atual dia de finados: 28/10 a 2/11 - porém, nesta adaptação da roda norte para a roda sul, samhain passou a ser dia 30 de Abril, e aí está a incoerência) ou samhain, diferentes dos outros sete, que coexiste no mesmo dia na roda norte e na roda sul (por que dias não mudam em hemisférios diferentes).

O festival dos mortos era celebrado nos dias que antecedem a última lua cheia do ano. Durante esses cinco dias acreditava-se que o véu que separa os dois mundo ficava mais fino, o que permitia que os mortos voltassem ao mundo dos vivos, por isso era comum os antigos ascenderem lanternas ou fogueiras para guiar os mortos e usar peles de animais, assim como se pintar e cobrir as casas com sangue de ovelha, para assustar os espíritos "ruins".

A bruxaria, wicca e paganismo em geral estão associados aos ciclos da natureza. Os latinos deveriam adaptar seus rituais ao ambiente a que vivem. Porém, essas considerações vão além da velha discussão dos sabbaths entre rodar a roda sul ou roda norte. Aqui no Brasil, quando nos voltamos para o norte onde está a linha do equador, nos referimos ao calor (fogo) e o sul seria a direção da terra; o Sol nasce no leste (elemento ar) e se põe no oeste (água).
E o fato de estarmos de baixo da linha do Equador também interfere como deveríamos traçar o círculo. Para traçar um círculo que esteja em concordância com o movimento do Sol (deosil), precisamos seguir em sentido anti-horário. Por essa razão, no hemisfério sul, traçamos um circulo widdershins (ao contrário do Sol) seguindo o sentido horário. Aqui o sol nasce no leste, transita no céu pelo norte e se põe no oeste. Para sermos coerentes, nossos pentagramas de banimento e evocação também tem de ser traçados na direção inversa do hemisfério norte. Depois que se inverte as direções dos elementos fica incoerente traçar o círculo na direção horária.
Porém, alguns latinos não pensam pela lógica. Acreditam que vai da intenção que você coloca energeticamente, e que isso é a base de tudo. Mesmo que não esteja de acordo com o Sol, quando quando o círculo é feito e desfeito. Se você realmente acredita que está expulsando, então está. Mas as posições elementais são considerações que devem ser levadas em conta, aliás, os antigos do hemisfério norte desenvolveram essas práticas justamente observando a natureza.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

A Deusa Mawu

O povo havaiano Ewe-Fon acredita que o Ser Supremo Mawu criou a terra e os seres vivos e gerou os voduns, divindades que a secundariam no comando do Universo. Ela é associada a Lissá, que é masculino, e também co-responsável pela Criação, e os voduns são filhos e descendentes de ambos. Mawu representa o Leste, a noite , a Lua, a terra e o subterrâneo.
Em seu primeiro parto, Mawu e Lissá geraram os gêmeos Sakpatá: Da Zodji e Nyohwe Ananu. Depois gerou Sô, que era macho e fêmea ao mesmo tempo. No seu terceiro parto, geraram o casal de gêmeos Agbê e Naeté. Na sua quarta concepção veio Agué e na quinta veio Gu, que eram machos. Na sexta veio simplesmente Djó, a atmosfera, que não tinha gênero definido e em sétimo veio seu caçula Legba.
Depois de criar o Mundo, Mawu deu seu domínio aos gêmeos Sakpatá. Sô, muito parecido com seu pai, permaneceu no Céu, governando os elementos e o clima. A Agbê e Naeté foi concedido o domínio do mar, que refresca a terra. Agué foi encarregado das plantas e dos animais que habitam a terra e a Gu, que tinha o corpo feito de pedra e uma lâmina no lugar da cabeça, foi concedida a habilidade de auxiliar os homens a dominar o mundo criado e garantir seu sucesso e felicidade em suas cidades, artefatos e tecnologias. Djó foi responsável por separar o Céu da Terra e dar trajes de invisibilidade a seus irmãos. O caçula mimado Legba permaneceu junto de Mawu, acocorado a seus pés. A cada vodun filho seu, Mawu ensinou uma língua diferente, que deveria ser usada em seus próprios domínios e Djó ficou encarregado de ensinar a linguagem dos homens, mas todos se esqueceram como falar a linguagem de Mawu, com exceção de Legba, que nunca se separou de seu genitor. Assim, todos os voduns e toda a humanidade teria que recorrer a Legba para se comunicar com Mawu. Legba passou assim, a estar em toda parte, para levar e trazer mensagens dos seres criados ao seu Criador.
Dan Ayìdo Hwedo, que havia auxiliado Mawu na criação no Mundo, não suportava o calor do sol e foi concedido que ele fosse morar no mar para se refrescar, circundando a terra, enquanto era alimentado com barras de ferro por macacos vermelhos enviados por Mawu, para evitar que mordesse a própria cauda e destruísse toda a Criação.
Mawu é representada como uma anciã, trajada apenas de um pano cingindo-lhe a cintura, caminhando apoiada num cajado na mão direita e levando um bastão encimado por uma lua crescente com as pontas para cima, na mão esquerda.


Mawu possui seus próprios conventos pelo sul do Benin e do Togo, com culto organizado, sacerdotes, iniciados, etc., como qualquer outro vodun. Lissá está também ali presente, assim como o "problemático" Aguê. Os mawunon (sacerdotes de Mawu), apesar da aparente importância da divindade que cultuam, não têm nenhuma ascendência especial sobre os sacerdotes de outros voduns. Suas cores emblemáticas são o branco, o azul e o vermelho.

CELEBRAÇÃO DE MAWU - 22 de Janeiro: perto de uma árvore, faça uma oferenda de cereais, pão, flores ou frutas à Grande Mãe. Peça-lhe que abençoe sua vida com saúde, fartura, realizações e harmonia. Abrace a árvore e sinta-se protegida, abençoada e amada pela própria Mãe Divina. Modele, depois, com argila um símbolo ou uma representação da Mãe Criadora da vida e de todas suas manifestações.

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Meditação Musical Divina: Poder

Essa meditação te ajudará a acordar seu poder interno. Se você for interrompido, reinicie toda a meditação.

  • Todas as invocações e mantras criados por você, se forem escolhidas as palavras corretamente, terão mais poder do que as palavras criadas por outras pessoas. Então, sinta-se livre para alterar as falas para invocações e mantras para palavras de seu agrado. Apenas certifique-se de manter a coerência;
  • Faça esta meditação na primeira noite de alguma Lua Cheia;
  • Coloque alguma música relacionada a sua divindade;
  • Vá ao ar livre, na terra, e deixe um espaço ao seu redor. Agora, perto de você, coloque seus cristais, suas velas brancas, seu cálice com água e alguma planta;
  • Fique na sua posição meditativa como você costuma fazer e relaxe.
Ouça a música e concentre-se. Deixe fluir. Agora, visualize sua divindade e mantenha isso em mente. Visualize a divindade e a música e invoque carinhosamente pela força do poder que você precisa. Fale ritmadamente, por exemplo:

“Poder dentro de mim, acorde!
Poder da [nome da sua divindade], acorde!
Sou pura energia!
Invoco o meu poder!”

Agora, crie um mantra para chamar seu poder. Repita mentalmente, por exemplo, "poder, acorde" até que as palavras pareçam perder o sentido. Crie um ritmo para a repetição. Agora, visualize seu corpo aumentar de tamanho e a brilhar. Junto com você, sua divindade também aumenta de tamanho e conecta-se com você em uma luz (a cor da luz deve ser também relacionada a sua divindade). Mantenha essa visualização o quanto puder.
Quando terminar sua meditação, silencie a mente aos poucos. Volte sua atenção a música e ao ambiente onde está. Abra os olhos.
Agradeça a sua divindade do jeito que você costuma fazer. Para completar, banqueteie-se e brinde (para facilitar, uma dica é fazer esta meditação antes do jantar).

domingo, 10 de janeiro de 2016

Magia Draconiana: Introdução

Tiamat, A Deusa Dracena


Tiamat é uma deusa das mitologias sumérica e babilônica associada ao oceano, tendo sua parte masculina em Apsu, associado a água doce. Tiamat é descrita como uma serpente marinha ou um dragão: contém, uma cauda (rabo), coxas, orgãos sexuais, abdômen, tórax, pescoço e cabeça, olhos, narinas, boca e lábios. E por dentro coração, artérias e sangue. Tiamat deu à luz dragões, serpentes e uma grande lista de monstros como homens escorpiões, sereias, e criaturas aquáticas.
Tiamat era adorada como a mãe dos elementos, e foi responsável pela criação de tudo que existe. Os deuses eram seus filhos, netos e bisnetos.
  • Sua Mitologia
O Deus Ea acreditava que Apsu se elevou, com o caos que eles criaram, e estavam planejando assassinar os deuses mais novos; e então Ea o matou. Isso enraiveceu Kingu - filho de Tiamat e Apsu - o qual reportou o fato a Tiamat, que criou mais monstros para batalhar contra os deuses. Tiamat possuía as Tábuas do Destino e na batalha decisiva ela as deu a Kingu, o qual era seu filho e líder dos exércitos de Tiamat. Os deuses ficaram desesperados, mas Marduque, filho de Eä, fez uma promessa de que seria reverenciado como "Rei dos Deuses". Ele batalhou contra Tiamat, armado com flechas do Vento, uma rede, um cajado e sua Lança Invencível. E o senhor prevaleceu sobre o corpo machucado de Tiamat e com seu cruel cajado esmagou sua cabeça. Ele cortou as veias por onde passavam seu sangue, cortando Tiamat ao meio, fazendo de seu tórax o vácuo entre o céu e a terra. Seus olhos de lágrimas se tornaram a fonte dos rios e oceano.
Com a permissão dos outros deuses, eles tomaram as Tábuas do Destino de Kingu, instalando-se como o cabeça do Templo Babilônico. Kingu foi capturado e posteriormente assassinado, e seu sangue vermelho foi misturado com a terra vermelha criada do corpo de Tiamat, para então formar o corpo da humanidade.
Tiamat, a Deusa Dragão do Caos e das Trevas, é combatida por Marduque, deus da Justiça e da Luz. Isto indica a mudança do matriarcado para o patriarcado que obviamente ocorreu.

Os Dragões

Dragões (do grego, "grandes serpentes") são criaturas representadas como animais de grandes dimensões, de aspecto reptiliano, semelhantes a imensos lagartos ou serpentes, com asas, poderes mágicos e hálito de fogo. Podem ser fontes sobrenaturais de sabedoria e força, ou simplesmente feras destruidoras. É comum também que sejam responsáveis por diversas tarefas míticas, como a sustentação do mundo ou o controle de fenômenos climáticos.
Acredita-se que possam ter surgido da observação pelos povos antigos de fósseis de dinossauros e outras grandes criaturas, como baleias, crocodilos ou rinocerontes, tomados por eles como ossos de dragões. Tais dragões provavelmente eram reverenciados como deuses, responsáveis pela criação do mundo, e eram vistos de forma positiva pelo povo.

Pintura rupestre

Os dragões ainda são muito associados ao satanismo e às coisas ruins e ao medo, e sofreram muita difamação durante mais de 2000 anos, erroneamente. Dizer hoje em dia "gostaria de trabalhar com dragões" não seremos olhados com olhares amigáveis.
Ao fazer amizade com um dragão, podemos ter amizade com este durante mais de uma vida; alguns afirmam ser eternamente. Se você tem interesse na magia draconiana, há chances de você já ter uma amizade como esta, que está se despertando nesta vida. Como é uma amizade muito valiosa, é difícil de obtê-la. Os dragões são exigentes e rígidos. São eles que escolhem se você é bem-vindo ao mundo deles, mas uma vez dentro, a recompensa é satisfatória. A relação entre o dragão e você é como mestre e aprendiz, eles estão aqui para nos passar mensagens. Quanto mais ele te faz compreender, mais ele se satisfaz.
Todos tem um dragão guardião, mas algumas pessoas têm mais dragões ao redor. Eles podem aparecer em sonhos também, em uma viagem astral que te leva ao segundo plano, onde eles habitam, se assim for da vontade deles.
Ventania, cheiro de flores, ouvir vozes são sinais claros da presença de dragões, junto da sua intuição. Eles também podem te dar presentes que você nem esperava. São ótimos protetores também; eles ficarão hostis quando você está próximo de perigo, mas eles não podem te impedir de receber seu karma. Quando o mago entra no mundo da magia negra, leva o dragão junto, e este, por sua vez, também trabalhará com as energias malignas.
A energia dos dragões são muito elevadas e sutis, e quando você se sintoniza a esta energia, atrai ela à sua vida.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Janeiro, Lua da Bênção

Janeiro é o mês da renovação. Está carregado deste energia renovadora devido a virada de ano, onde milhares de pessoas estão com desejo de algo novo e evolução. Se você precisa de um recomeço, mudança, agora é a hora de aproveitar esses novos ares:
  • Doe tudo que não usa mais;
  • Presenteie aqueles que precisam;
  • Acabe com todo mal hábito possível;
  • Renove seu cardápio por alimentos saudáveis;
  • Faça mais coisas bruxescas na sua rotina;
  • Reconsagre seus instrumentos e amuletos
  • Limpe e organize seu altar;
  • Faça uma nova atividade;
  • Escreva sobre as coisas boas que aconteceram à você ano passado
  • Compre algo material novo de seu agrado;
  • Se as condições financeiras permitirem, reforme sua casa;
  • Aprenda algo novo;
  • Abandone tudo o que te faz mal;
  • Dê uma chance às novas experiências.
Feitiços

  • Para Renovação

Ingredientes:

— 1 fita (de qualquer material, menos plástico) lilás
— 1 fita (de qualquer material, menos plástico) azul
— 1 fita (de qualquer material, menos plástico) vermelho

Faça um ponto com essas fitas onde fiquem bem amarrada e trançe-as, pedindo renovação e especificando onde quer renovação. Enquanto faz essa trança, passe óleos de canela, madressilva e de flores nela, para atrair as boas energias da renovação. Quando terminar de trançar, pode cessar a visualização. Guarde  essa trança para um local onde você veja sempre. Queime-a assim que conseguir a renovação que pediu e agradeça, fazendo-a virar cinzas. Jogue os restos no lixo.

  • Para Comunicação
Recolha água da chuva (aquela que não bateu em nada, nem telhados, nem árvores, nem nada) e beba dela. Faça alguma comida que precise de bastante molho com ela.

  • Para Limpeza e Proteção
Colha musgo e deixe secar ao sol. Ao final do dia amasse-o junto de cascas de pão. O musgo tem propriedades de proteção e o pão é símbolo de união e força. Acenda um incenso de lavanda e passe por toda a casa. Depois pegue esse musgo + casca de pão que você amassou bem e separe em montinhos (sim, é bem pouquinho). Faça o mesmo tanto de montinhos que tiver de cômodos na sua casa, exceto banheiro e cozinha. Depois faça pacotinhos desses montinhos com pano preto e adicione arroz por último, cerca de 1 colher de sopa. Jogue fora ao final do mês.
  • Para Intuição

Encha seu caldeirão até a metade de água mais 3 gotas de essência de sândalo. Em seguida sente-se de frente ao caldeirão e acenda uma vela lilás. Coloque a vela atrás do caldeirão, da seguinte forma:

…..(Você)…..
…(Caldeirão)…
..(Vela Lilás)..

Concentre-se na água, nas imagens que você vai ver e anote tudo mentalmente. Não olhe para a vela de forma alguma e deixe sua luz mexer com seu inconsciente. Depois de certo tempo, você vai ficar terrivelmente impaciente, quando isso acontecer, apague a vela e continue outra hora. Agora anote tudo em algum lugar onde você costuma anotar seus exercícios mágicos. Com o tempo perceberá imagens e vozes interiores enquanto encara o caldeirão.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

A Deusa Cerridwen

Cerridwen, também conhecida como Kerridwen, é a Deusa da Transmutação. Uma feiticeira anciã. Guardiã da magia. Vem da mitologia galesa e celta, e representa a deusa tríplice, representa a mudança de forma e as fases da lua. Seu poder, muito ligado principalmente à lua, possui a capacidade de mudar o que for preciso, é capaz de criar o que sentir necessidade, e transformar qualquer energia. É plena em sua sabedoria.


A deusa sempre aparece como uma grande feiticeira que trabalha sempre em seu caldeirão, seu principal símbolo e fonte de poder.
Cerridwen vivia no meio do lago Bala, no Norte do País de Gales, junto com seu marido Tegid Foel e dois filhos gêmeos, a filha Creirwy (cujo nome significava luz, beleza) e o filho Morfran (“o corvo”). Enquanto a moça era de cor clara, alegre e dotada de uma beleza estonteante, o rapaz era deformado, feio, mal-humorado, com pele escura e corpo peludo. Os irmãos eram evidentes representantes das polaridades: luz e sombra, dia e noite, verão e inverno, céu e mundo subterrâneo.. uma mãe faria de tudo para ver seus filhos felizes, e assim Cerridwen teve a ideia de criar uma poção que fizesse seu filho feio ter algo tão bom quanto a beleza do irmão. A poção devia ferver e ser misturada sem parar durante um ano e um dia, condensada finalmente para três gotas que continham a sabedoria do mundo, o resíduo sendo apenas veneno. Uma poção que daria toda inspiração e inteligência. Tornaria-o brilhante! Cerridwen mandou seu assistente tomar conta da poção e não bebê-la, pois deveria ser dada completamente ao filho. Sem perceber, o assistente esbarrou no caldeirão e assim algumas gotas voaram em sua mão. Sem lembrar do aviso, lambeu as gotas… e assim, subitamente, ganhou grande sabedoria e o poder de transmutar-se. Assustado, ele fugiu. Cerridwen descobriu e caçou-o. O assistente mudou de formas dezenas de vezes, e ainda assim ela o perseguiu, até que ele tornou-se um salmão e ela o comeu. Se era poderosa antes, depois tornou-se ainda mais. Foi imortalizada nos cantos de outras anciãs.
Cerridwen ensina sobre as responsabilidades da magia, da feitiçaria. Sobre buscar, criar e transformar. E se errar, consertar. Você é único com a magia, e com ela deve aprender sempre.
A lua, o salmão, as águas e a noite são seus símbolos. O caldeirão, porém, é o mais forte dos símbolos. O simples fato de aproximar-se e sentir a energia do caldeirão é capaz de ligar-te com a deusa. Todo instrumento mágico e as ervas são meios fáceis de chegar até ela, pois imagine você, que tudo isso são coisas queridas dela, que também é uma bruxa.
É uma deusa anciã, mas também representa bem a mãe, por ter tido dois filhos e a donzela faceira, que foi quando iniciou-se sua jornada como feiticeira. Sem dizer que muda quando necessário, sendo sempre imprevisível, agindo conforme a roda da vida. Pode ser celebrada em todas as luas, mas a lua cheia e nova são as duas mais fortes, a cheia por representar a magia plena e a nova por representar a anciã.
Cerridwen é associada com a Lua, os dons de inspiração, a poesia, as profecias, a habilidade da metamorfose, o ciclo de vida e morte, sendo a guardiã da sabedoria e do conhecimento, a fertilidade, regeneração, magia, astrologia, ervas, encantamentos. É ao mesmo tempo Deusa parteira e protetora dos mortos, pois o mesmo poder que conduz os corpos para a morte traz a vida. No seu ventre gera-se a vida, mas a vida antecede a morte. Seu aspecto de Anciã representa o conhecimento de todos os mistérios que só a idade e a experiência podem proporcionar. Cerridwen é ao mesmo tempo uma Deusa do caos e da paz, do início e do fim, da harmonia e da desarmonia. Ela é a Deusa que devemos reverenciar nos momentos de dificuldades e para a transmutação dos desafios e malefícios.
A aparição de Cerridwen na vida de alguém (em sonhos, presságios ou visões) prenuncia situações de morte e renascimento, algo deve morrer e deve ser deixado para trás, para que o novo possa renascer; a matéria não pode ser criada ou destruída, mas é sujeita a transformações.

Celebrando Cerridwen

  • Apresentando-se da Deusa: Este ritual é obrigatório para ter o primeiro contato com Cerridwen. Numa noite de segunda-feira de Lua Nova onde você sinta a energia da lua, certifique-se que você estará num local onde tem certeza de não ser atrapalhada. Você irá aproximar-se dessa deusa, então a primeira coisa que deve fazer é pegar seu cadeirão.
    Encha esse caldeirão de água e coloque algumas ervas. A escolha das ervas é sua, vai da sua intuição, que deve ser extremamente valorizada nesse momento. Dê prioridade para aquelas ervas que você acha que precisa no momento.
    E
    steja num local de onde possa ver a lua. Perto de você, acenda incensos, velas e coloque cristais (nada que anule o efeito um do outro). Agora fique de frente ao seu caldeirão, sentado ou de pé, você que sabe. Estenda sua mão sobre o caldeirão e comece a mexer a água – com a mão mesmo ou com uma colher de pau. Conforme mexe, chame Cerridwen.
Mulher sábia, anciã, mãe e mestra,
Você diminui a escuridão do céu e parteja o nascer do sol,
Possuidora de energia e sabedoria,
Criadora do movimento e do significado,
Dai-me da sua força, ensine-me sua sabedoria.
No seu grande caldeirão Awen,
Eu experimento sua magia e conheço seu poder,
Eu transformo minha forma e aprendo com seu conhecimento.
Assim, eu começo a minha busca e ouço a sua inspiração,
Para um novo começo, o fim e a inevitável morte,
Meu renascimento sendo guiado por você, Grande Cerridwen!
Eu lhe dou a vida e lhe dou também a morte,
Fases que fazem parte de tudo o que vivencia ao longo da espiral,
O caminho espiralado é a própria existência,
Sempre seguindo, sempre crescendo e mudando,
Nada morre que não renascerá, nada existe que não vá morrer.
Quando você vem a mim, eu lhe dou as boas vindas,
E depois a recebo no meu ventre, o caldeirão da transmutação,
Onde você será mexida e virada, fervida e triturada,
Derretida e amassada, reconstituída e reciclada.
Você sempre voltará a mim e seguirá o seu ciclo, renovada.
Morte e vida são apenas pontos de transição
Ao longo da Senda Eterna e Espiralada!
Agora, nesse momento, pense no motivo que te fez chegar até aqui. Foi por que sentiu afinidade a primeira vista? Foi por que sentiu um fascínio inexplicável em relação à ela? Não importa… quem vai julgar se vai ou não se aproximar-se de você é Cerridwen. Feche os olhos e confie nela. Diga o que veio fazer. Diga seu interesse na magia. Fale sobre o que sente. Fale o que sente ou pensa em relação a ela. Este é um ritual de aproximação da deusa, então não peça nada a ela.
A partir daqui, vai depender de você e da resposta dela. Pode ser que você acabe tendo uma visão, pode sentir algo “muito diferente”. Não tem como prever. A resposta ainda pode vir no dia seguinte, de forma inesperada.
Você vai saber a hora de terminar, que deve acontecer quando você se sentir cansado.
Toque o caldeirão e agradeça Cerridwen por este momento. Peça sua bênção, apenas.
Encerre.
A partir desse momento, e em cerca de 1 semana, você vai perceber algumas coisas como aumento na sua vidência, mais facilidade para aceitar algumas coisas mais difíceis, vai conseguir converter a magia dentro de si mesmo em realidade. Uns sentirão mais do que outros. E se você não perceber nada mesmo, então talvez a energia de Cerridwen não tenha muito a ver com você, ou você é extremamente crítico e não consegue perceber mudanças sutis.
Passado esse tempo, vá até seu altar, coloque ervas dentro do caldeirão e uma vela. Tenha percebido ou não as mudanças, apenas agradeça. Diga o que achar necessário.
Você que sentiu as mudanças, passe a buscar maior contato com a deusa em seus rituais, invocando-a, agradecendo, criando poesia, estudando. Traga a energia dela para si sempre que puder.
Sempre que precisa aproximar-se, conversar com a deusa, e quiser usar esse ritual, fique à vontade.
  • Meditação Com Cerridwen Para Revigoramento: Numa Segunda-feira de Lua Cheia, sente-se ou deite-se confortavelmente, com a coluna reta. Feche os olhos. Inspire profundamente e expire lentamente, contando até dez. Inspire outra vez e novamente expire contando até dez. Faça uma terceira inspiração profunda e, enquanto solta o ar, visualize e sinta um túnel. Pode ser um túnel que você conheça ou um túnel que você imagine. Fique em pé do lado de fora do túnel e passe os dedos pela superfície da entrada. Sinta o cheiro. Entre no túnel. Lá dentro está quente e confortável, ele é bem iluminado e agradável. Você vai descendo, descendo cada vez mais fundo. Descendo, descendo, sinta-se relaxado, confortável, até chegar ao final do túnel. Há luz no fim do túnel, a luz do Além. Você passa para o Além e é recebida por Cerridwen. Ela pega você pela mão e a leva até seu caldeirão. Ele é gigantesco e preto. Cerridwen mexe o conteúdo do caldeirão e pede que você ponha ali tudo o que precisa ser transformado e abandonado, tudo que precisa morrer. Você põe tudo de negativo que carrega consigo no caldeirão e mexe. Cerridwen agita o caldeirão.
    Cerridwen para de agitar o caldeirão, deixa de lado seu bastão e coloca as mãos dentro dele. Ela tira o que você jogou lá dentro, que coloca na sua frente. O que você jogou foi transformado no que é preciso. Você agradece a Cerridwen e ela lhe pede um presente, que você dá de boa vontade. Pronta para voltar, você entra no túnel levando consigo o que foi transformado dentro do caldeirão de Cerridwen. Agora você está subindo, subindo, subindo, sentindo-se revigorada, energizada. Continue a subir até chegar à entrada do túnel. Você sai do túnel e respira profundamente. Ao expirar lentamente, você volta ao corpo. Respire fundo mais uma vez e, quando estiver pronta, abra os olhos.
  • Oração à Deusa
    Venerada seja hoje e sempre amada Cerridwen...
    Honro-te neste e nos demais dias, pedindo tuas bençãos mágicas...
    Deixa-me beber de teu caldeirão Grande Deusa, concede-me tal privilégio...
    Nas tuas poções sei que meus caminhos se abrem...
    Nas tuas lições sei que meus caminhos prosperam...
    Nos teus encantos sei que meus caminhos se glorificam...
    Hoje lhe saúdo, Cerridwen, e lhe peço humildemente que cuide desta tua aprendiz...
    Que como a mãe devotada que foste, me seja também o colo e o ombro nas horas de precisão...
    Saudada seja hoje em teu dia e nos demais, guia-me, Deusa do Renascimento, ao meu renascer dia após dia!

    Que Assim Seja, Assim se Faça!